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quarta-feira, 21 de abril de 2010

“Coaching para excelência dos professores” – EXPONOR

A EXPONOR (Feira Internacional do Porto) apresenta a Qualifica – Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego, do dia 15 a 18 de Abril de 2010. Esta feira reúne no mesmo espaço diversos representantes de entidades responsáveis pela educação, formação e emprego.

Enquadrado na Qualifica, realizou-se a 15 de Abril de 2010, entre as 15 e as 17 horas, um Seminário intitulado “Coaching para a excelência dos professores” com a presença do Prof. Doutor Jacinto Jardim, Eng. Viana Abreu e a Dr.ª Maria da Saúde Inácio.

A adesão a este seminário representa uma vontade de melhorar o ensino em Portugal e percebeu-se a importância que uma pequena semente da nossa vontade pode despertar na sociedade à nossa volta.

Abordaram-se temas cuja a linha transversal focava a Psicologia Positiva e, consequentemente, as emoções positivas, bem como a importância do bem-estar interior de cada indivíduo no processo de comunicação, para que a mensagem consiga ser objectivamente compreendida pelo receptor e bem orientada pelo emissor, sendo este o principio básico da essência da comunicação. O Prof. Doutor Jacinto Jardim alertou ainda para a promoção de um clima humano positivo, através do combate de 10 sinais de acção (que nos levam a ter atitudes e comportamentos negativos, dificultando o processo de comunicação) e fomentando 10 emoções positivas.

Assim, aos 10 sinais de acção: Solidão, Desconforto, Medo, Mágoa, Raiva, Frustração, Desapontamento, Culpa e Inadequação, Cansaço; actuaríamos com 10 emoções positivas: Amor, Gratidão, Curiosidade, Entusiasmo, Determinação, Flexibilidade, Confiança, Alegria, Vitalidade e Contribuição.

O Eng. Viana Abreu, muito bem contextualizado na área do coaching na sua globalidade, começou pela exploração da definição de Coaching como “a arte de inspirar os outros a realizar o seu potencial”, através do silêncio interior indispensável para estar atento ao outro, aos sinais de abertura mínimos para que possa haver actuação no processo de transformação.

O ser humano sempre resistiu naturalmente à mudança, mas, face a um tempo de mudanças tão aceleradas, cria-se a necessidade urgente de mudar mentalidades transformando o medo do desconhecido numa oportunidade de evolução e desenvolvimento. O centro seguro para esta nova forma de encarar a vida é o nosso reforço interior apostando no auto-conhecimento, enquanto ser bio-psico-socio-cultural. Longe vão os tempos em que a selecção de um candidato a determinado cargo se restringia à formação académica e experiência profissional, e ainda bem. Agora valoriza-se também a inteligência emocional e atitude positiva do indivíduo face ao mundo, atitude esta que vem de todo um processo de auto-conhecimento: auto observação, auto descoberta, auto consciencialização e a sentida e real vontade de transformação que o individuo decidiu que quer obter para atingir os seus objectivos. É preciso coragem para querer conhecer-se melhor, perguntar-se onde está, onde quer ir, o que quer fazer, como, porquê, como se sentiria ao ter o que quer e o que se está realmente disposto a fazer e quando, mas o resultado final no sentido da sua vivência vale o desafio.


Como as palavras transmitem energia, poder, ousou-se substituir Mudança por Oportunidade; Problema por Desafio; Fracasso por Resultado e o “Vou tentar…” (ser, fazer, ter) pelo “Vou” (ser, fazer, ter).

Desta forma, passa-se a focar apenas o objectivo, a meta que se quer atingir, abstraindo-se de ideias paralelas que atrapalham a concretização, seguindo as estratégias e planos definidos por cada um, doseando as energias na acção para o culminar de um caminho traçado por sua iniciativa, em consciência e com a perfeita noção das suas capacidades e talentos para a vitória.

A Equipa Saber & Sorrir orgulha-se de ter estado presente neste seminário e agradece a oportunidade, pela troca positiva de experiências e conhecimentos importantes no desenvolvimento pessoal e profissional de todos os intervenientes.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Afinal, para que serve a resiliência!




Estávamos a espera de um amigo, quando este nos liga e diz: “Um rapaz que mora no meu prédio jogou-se da janela de seu apartamento e caiu em frente da garagem. Estava quase a sair e agora estou diante desta cena horrível e não posso sair de casa. Só fiquei a imaginar a dor de seus pais. E eu, com um bebe em casa, fiquei a pensar no futuro de meu filho”.

Casos como este acontecem com muita frequência em Portugal. Estudos realizados pela Sociedade Portuguesa de Suicidologia indicam que a segunda maior causa de morte entre os adolescentes é o suicídio, sendo a primeira causa os acidentes de viação. “A idade com que as pessoas se suicidam tem vindo progressivamente a decrescer”, existindo “em idades mais precoces, como na infância”, sublinhou Maria Manuela Correia da direção do Núcleo de Estudos do Suicídio (NES) do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa (fonte: sapo on line, 13 de Março de 2010, 10:35)

Estas estatísticas fazem com que nós: pais, educadores, psicólogos e a comunidade em geral, paremos para reflectir.

O que está a acontecer com nossas crianças e jovens? O que está a ocorrer no seio das famílias? O que está a passar na comunidade e sociedade em que estes jovens estão inseridos?

Existem uma série de reflexões a fazer que não se esgotarão neste artigo. Mas vejamos alguns aspectos.

As causas que levam ao suicídio podem ser múltiplas. No caso do rapaz, que se suicidou atirando-se da janela do prédio do nosso amigo, a causa apontada foi o fracasso escolar e a não possibilidade de conquistar a tão sonhada vaga na universidade; para outros jovens é a pressão na escola – como o Bullying, ou seja, os actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender, história tão falada ultimamente nos telejornais; já para outros adolescentes as perdas amorosas e a briga com os namorados/as são momentos insuportáveis e já para outros é a desestruturação familiar, a quebra de vínculos, a falta de amor que impulsiona a acção de tirar a própria vida.

Mas, em todos os casos, é preciso avaliar: o que falta no conjunto dos elementos sociais (família, escola, sociedade) que não desenvolvem, ensinam, orientam, estratégias capazes de fazerem estes jovens superarem as frustrações naturais da idade e da vida?

Podemos dizer que há falta de uma disciplina importante na “vida escolar” e na “escola da vida”: a resiliência. Preocupamo-nos em dar o melhor aos filhos, as melhores condições de estudo, de casa, de roupas, os melhores telemóveis… cobramos e exigimos implacavelmente todo o esforço realizado em nome deles. Queremos as melhores notas, o melhor comportamento, o melhor feitio mas esquecemo-nos de fornecer-lhes os alicerces básicos para esta construção: amor, carinho e uma boa dose de exemplo. Sim, exemplo de paciência, de resiliência diante das dificuldades da vida.

Muitos jovens preferem a morte por não encontrarem mecanismos que façam superar os problemas do dia-a-dia. Foram orientadas a acreditarem que precisam ser perfeitos, ou que a vida sem alguém não faz sentido ou que não é possível reagir diante de uma ameaça, de uma violência.

Por isso, propomos aulas teóricas e práticas de resiliência!
A resiliência é a “Capacidade profunda para a superação de crise em situações adversas, estando presente em indivíduos, comunidades e instituições” (Nunes, 2007).

O ser resiliente possui um olhar positivo sobre a adversidade e desenvolve características como:

■Iniciativa (acção) – não espera que os problemas se resolvam do nada. Age procurando mudança e melhoria;
■Perseverança – constância nas acções – não desiste com facilidade;
■Coragem - Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos. Procura não se deixar abater;
■Encorajamento – incentiva a si mesmo e os outros para ir em frente;
■Esperança – encontrar os meios para atingir os objectivos, crença de que tudo acabará por correr bem;
■Fé - Adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro;
■Optimismo - Acreditar que os infortúnios são passageiros e que tudo resultará da melhor maneira possível;
■Sentido de vida ou objectivo de vida – O que quero para a minha vida? Aonde pretendo chegar? O que me faz feliz? Confrontar o que é possível e aceitar o que não pode ser mudado;
■Estabelece relações de apoio e colaboração com outras pessoas.

De acordo com estudos realizados por Seligmam (2005) para se conseguir o bem-estar e a felicidade é necessário perceber como as pessoas interpretam os momentos de crise e como passam por eles. Pessoas não resilientes adoecem e deprimem-se com mais frequência, têm maior probabilidade de cometer suicídios e não encontram o bem-estar desejado por não encontrarem estratégias eficientes para superarem os problemas naturais da vida, deixando-se levar pelo pessimismo, ou seja:

■Pela tendência em acreditar que as vicissitudes são irremovíveis, que minam todas as nossas actividades e
■Pelos sentimentos de impotência e incapacidade que geram desespero;

Por isso está mais do que na hora de investirmos no desenvolvimento de nossas capacidades de superação e de optimismo diante da vida. Valorizá-la e usufruir do melhor que ela nos tem a oferecer. O Saber & Sorrir lança o desafio. Vamos construir um mundo mais resiliente

Fonte:


Seligman, M. (2005) APRENDA A SER OPTIMISTA. Tradu�o de Alberto Lopes.






sapo on line, 13 de Mar�o de 2010

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"Psicólogo eu?!? Não, obrigado, não sou maluco!"

É provável já ter ouvido alguém responder à pergunta: “Por que não procuras um Psicólogo?” com a seguinte resposta: “EU?! Não! não sou maluco!”.
Esta crença ou ideia de que o Psicólogo trabalha somente com pessoas em desequilíbrio ou com patologias mentais (vulgarmente denominadas como malucos, loucos, etc.) é errónea e preconceituosa. De facto, o Psicólogo é chamado a intervir em casos de graves patologias ou distúrbios de conduta, o que é natural, pois estuda o comportamento e os processos psicológicos (emoção/pensamento) do ser humano.

Ora, o médico trata do doente e das suas doenças, mas orienta também as pessoas “sãs” para a prevenção das doenças, incentivando vários comportamentos saudáveis. Da mesma forma, o Psicólogo trabalha com os indivíduos em processos patológicos mas, também, intervém com propostas de desenvolvimento pessoal e de promoção da saúde mental numa perspectiva preventiva. Estas acções têm como objectivo melhorar a qualidade de vida de qualquer ser humano, proporcionando-lhe maior equilíbrio e bem-estar, desenvolvendo competências que o ajudarão a melhorar o desempenho profissional e o relacionamento interpessoal.

Assim, apesar das muitas as teorias e formas de trabalho, na vertente da consulta Clínica, o psicoterapeuta tem como função ajudar o paciente a elaborar, resolver, reflectir, reconfigurar e/ou renovar o significado dos seus medos, crenças, angústias, perdas, depressões, etc., de maneira a conquistar o equilíbrio e o bem-estar psicológico, físico e emocional. Com o auxílio da linguagem (fala) e/ou das actividades lúdicas, da música e/ou do desenho, o psicoterapeuta aproxima inteligência e emoção, para que o indivíduo possa obter mais sucesso em seus empreendimentos, a nível laboral, familiar ou interpessoal.

Na vertente Educacional, a prevenção é a palavra do momento! Observar e orientar professores, alunos e pais a utilizarem estratégias variadas e adequadas ao desenvolvimento intelectual, social e emocional de cada um é também função do Psicólogo. Grupos de Técnicas de Competências de Estudo, Orientação Profissional, desenvolvimento de projectos de Competência Social e Emocional e Competências Parentais são algumas das acções preventivas do Psicólogo escolar/educacional, além da tradicional intervenção com crianças e jovens com distúrbios de aprendizagem, comportamento e hiperactividade.

O trabalho do Psicólogo no âmbito das Organizações também é múltiplo. Observar e identificar o ambiente organizacional, propor melhorias em vários projectos de consultoria ou formação nas áreas da motivação, gestão interpessoal e conflitos, orientação para a liderança, trabalho em equipa, entre outros, são algumas das actividades do Psicólogo.

Muitas ainda são as formas de intervenção do Psicólogo. No desporto, nos fóruns, em associações de assistência social, em hospitais, enfim, em todo o lugar em que hajam seres humanos. O consultório ou gabinete privado é apenas uma pequena parte.

Se quiser saber algo mais, contacte-nos! Estamos à disposição para o auxiliar!